quinta-feira, 30 de julho de 2015

Baú literário!

Nesta quinta-feira, 30-07-15, iniciamos uma atividade com a turma: BAÚ LITERÁRIO. Veja a sequência didática:


TEMA: Baú literário

CONTEÚDO: leitura literária

OBJETIVOS:
·         Estimular o gosto pela leitura literária
·         Promover o reconhecimento e admiração por obras clássicas e contemporâneas

TAREFA: Cada aluno terá direito a um livro para ler durante 4 meses, um dia por semana, na sala de aula. Será utilizado um tempo de cinquenta minutos para a leitura semanal. Eles terão à sua disposição um baú contendo vários livros e escolherão as obras que preferirem. OBS. Esse baú foi confeccionado e personalizado pelos bolsistas, que utilizaram materiais recicláveis.  

PROCESSO:
·         No primeiro encontro, explicar o intuito da atividade para a turma
·         Mostrar o baú de livros e pedir que cada aluno escolha o seu para ler.
·         Nos próximos encontros, continuar a leitura dos livros, até o prazo de 4 meses terminar.
·         Após a finalização da leitura, os alunos devem expressar suas impressões sobre os livros.

TEMPO ESTIMADO: 4 meses

RECURSOS: livros, papelão, papel de presente, cola e cartolina.

AVALIAÇÃO: os trabalhos realizados servem como parte das avaliações da disciplina.

(Confecção do nosso baú literário)

(Nossa equipe na sala de aula)


(Nosso baú com mais de 40 livros para os alunos escolherem seus preferidos)



Os alunos já escolheram as obras e começaram a ler.  


domingo, 26 de julho de 2015

Resultado da atividade CORREIO LITERÁRIO!

Reunidos aplicando a atividade Correio Literário na turma. 

Este foi o resultado da atividade: mural com as indicações de leitura mencionadas nas cartas enviadas da turma Nono ano A para a turma de Oitavo ano D. Neste mural também tem as indicações que eles receberam dos destinatários. 

(Cartas escritas pela turma Nono ano A)

Veja uma carta que foi escrita por um aluno do nono ano A e respondida por outro do oitavo ano D:


Verificamos nesta atividade que toda a turma gostou bastante da proposta. Todos ficaram envolvidos com a construção das cartas. As obras literárias mais indicadas foram: A menina que roubava livros e A culpa é das estrelas. Nossas expectativas quanto ao resultado da atividade foram superadas com muito sucesso. A ideia da troca de cartas entre as duas turmas era exatamente essa: compartilhar dicas de leitura, e isso foi feito com louvor.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Correio Literário. Deixe sua cartinha!



A atividade que estamos recentemente realizando com a turma é o Correio Literário. Veja como funciona:

CONTEÚDO: produção textual

OBJETIVOS: 

· Estimular o gosto pela leitura literária

· Promover a troca de experiências diversas, sobretudo de leitura, entre os alunos


TAREFA: Cada aluno deve elaborar uma carta informal contando suas experiências como estudante e indicando obras literárias ou outros tipos de textos que já leram. As cartas serão destinadas a uma turma de oitavo ano da mesma escola.

PROCESSO:

· No primeiro encontro, explicar a proposta da atividade para a turma deixando no quadro o roteiro para a escrita da carta

· Solicitar que os alunos escrevam cartas falando sobre a convivência com a turma, as facilidades e dificuldades que enfrentam estando no nono ano, as expectativas para ingressar no Ensino Médio e, por fim, sobre os textos e obras literárias que preferem, indicando-as aos destinatários. Os alunos devem fazer propaganda das obras, de maneira a convencer o destinatário a ler.

· No segundo encontro, continuar a escrita das cartas.

· Após a escrita das cartas, os alunos vão depositá-las numa caixa produzida pelos bolsistas (da foto acima), fazendo alusão a uma caixa de correspondências do Correio. 

· No mesmo dia, as cartas serão entregues aos destinatários, estes que terão de devolvê-las com as respostas antes do terceiro encontro.

· Solicitar que os alunos levem para a escola na próxima aula, caso seja possível, os livros indicados na carta.

· No terceiro encontro, devolver as cartas aos remetentes, estes que vão socializar com a turma as respostas das correspondências enviadas. 

· Anotar as indicações de leitura dos alunos e exibi-las em um mural, que ficará exposto na sala para todos. 

· Conversar com os alunos sobre a atividade e refletir sobre as sugestões e ideias.


O resultado da atividade será postado aqui no blog assim que for concluída. Um abraço e até mais!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Criação textual a partir de recortes!

No últimos meses, realizamos uma atividade com os alunos do nono ano A (matutino), cujo resultado foi bastante positivo. Veja a sequência didática da atividade que desenvolvemos com a turma:
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CONTEÚDO: produção textual (narrativa)

OBJETIVOS:

· Desenvolver habilidades na elaboração de textos narrativos

· Aprimorar a capacidade escrita a partir da conexão de recortes textuais

TAREFA: Criar um texto narrativo com no mínimo 25 linhas tendo como base recortes de textos retirados da internet.

PROCESSO:

· Explicar a proposta da atividade para a turma trazendo um texto narrativo exemplo, para servir como base para as criações

· Distribuir o texto que serve como exemplo para todos

· Dividir a sala em trios

· Distribuir quatro recortes textuais para cada trio. Cada conjunto de recortes abordando um tema específico. (Recortes retirados de matérias jornalísticas, colunas e outras fontes).

· Após a conclusão dos textos, avaliar as produções e fazer as devidas orientações e correções

· Propor que os alunos revisem seus textos e reescrevam caso haja necessidade

· Pedir que cada equipe leia em voz alta seu texto para toda a sala

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Sugerimos que os alunos enviassem os textos produzidos por e-mail para que pudéssemos postá-los aqui no blog. Conforme forem enviando, iremos postando. Até o momento,  3 equipes nos enviaram.
OBS. Os textos estão originais, sem a nossa correção. 

Portanto, confira o texto da primeira equipe:

Ligado na internet

David é um menino muito ligado na internet, costuma usar o celular na sala de aula, por causa de seu vício, se afastou de seus amigos e vive em seu mundo virtual.
Seus pais já não sabem mas o que fazer, muitas vezes o leva para lugares afastados onde não pega internet. Quando chega a casa de seu avô fica emburrado e não fazia nada, por causa de seu vício também começou a comer muito e parou de praticar seus esportes favoritos.
Preocupado com a saúde do menino, um professor resolveu-lhe da um conselho: - David, seu vício estar afetando sua saúde, e não só ela, como também á seus pais e amigos, olhe para você agora, cadê aquele menino inteligente, companheiro e saudável? Tente se cuidar mais! - Ouvindo as palavras de seu professor, David olhou para se mesmo e percebeu, que a internet é boa quando se sabe usar, caso contrario ela prejudica a saúde do usuário. Ele passou a se cuidar mais, e deixou de usar a internet em excesso.
Começou a praticar seus exercícios novamente, os pais percebendo a mudança de seu filho ficaram muito felizes, David começou a passar mais tempo com seus amigos e da conselhos para pessoas que estavam indo para o mesmo caminho que ele.
David viu que sua vida precisava de uma mudança e só percebeu isso com o conselho de seu professor.

Autoria: Maria Clara, Évelin Costa e Ludmila Santos.

Confira o texto da segunda equipe:


Marcos, um garoto de 14 anos, que não gostava de sair de casa. Morava com a sua avó numa cidade grande, onde não tinha muitos amigos.
Ele não costumava se enturmar com pessoas diferentes, na escola, era visto como um garoto estranho e se mantinha quieto. Depois da escola, quando voltava para casa, passava horas jogando em seu videogame e assistindo TV. Comia muitas besteiras: pipoca, refrigerante, chocolates... E assim passava suas tardes. Numa sexta-feira assistindo seu canal favorito, viu uma reportagem sobre um skatista famoso e ficou interessado. Influenciado com aquilo, decidiu pedir a sua avó, um skate de presente. Ela estranhou, pois ele nunca havia pedido um presente que envolvesse algum tipo de esporte, mas, ficou empolgada, e foram logo comprar, voltando para casa Marcos avisou a sua avó que iria andar com seu skate novo, ela ficou preocupada, pois ele nunca tinha praticado. Na rua, ele conheceu um garoto que se chamava Gabriel, ele entedia muito de skate e o ensinou várias manobras.
Com isso ele trocou as tardes sedentárias comendo besteiras, pelas tardes com seu novo amigo e andando de skate. Entendeu o quanto é divertido praticar esportes e fazer novas amizades. Após alguns dias percebeu que estava mais disposto e se sentindo mais feliz.
Parou de comer besteiras e teve uma vida mais saudável.


Autores: Daniel Vieira, Ivo Ciano e Mariane Ribeiro.

Confira o texto da terceira equipe:

O menino que não gostava de ler

O menino que não gostava de ler Luan, um menino de 13 anos que morava em Mutuípe no interior da Bahia, vivia com seus avós pois seus pais não tinham condições para criá-lo. Ele não gostava nenhum pouco de ler, achava chato e preferia jogar vídeo game e assistir TV nos horários vagos. Na escola ele lia pouco e não conseguia interpretar nada, com isso sua professora estava ficando preocupada. Certo dia entrou, na classe de Luan uma aluna chamada Analù , ela era inteligente e adorava ler. Eles ficaram amigos e com um tempo descobriram que lê é essencial para se conseguir algo nesta vida. Analù explicava a Luan que ler não é um ato mecânico, deve ser um ato prazeroso e completamente desligado da ideia de obrigatoriedade. Luan começou a ler mais, porem no começo ele teve dificuldades em interpretar e ficou sabendo que isso pode ser combatido com esforço próprio. Analù com seu esforço, conseguiu ajudar Luan, ele passou também q escrever melhor. A leitura e a escrita são como esportes, devem ser bastante exercitados. Luan começou a tirar notas melhores, seus professores orgulhar-se disso, e viram que é muito importante ter o habito de ler.

Autores: Naiara, Keila e Leonardo

terça-feira, 28 de abril de 2015

O mistério da pedra

É lamentável saber que existem pessoas que não acreditam em poderes sobrenaturais. É lamentável o fato de eu estar dentre essas pessoas. Há muito tempo, uma senhora chamada Carmem Oliveira, de 60 anos, me relatou uma história absurda, inacreditável, comovente, recheada de lógica e envolvente. 

A história aconteceu em dezembro de 1967, num lugar chamado Serra da Jibóia, onde Carmem, na época com 15 anos de idade, morava. A Serra inspirava medo, sobretudo à noite, por causa do vento que assobiava estranhamente e os galhos das árvores que balançavam ao som do vento.
A natureza fazia esse ritual todos os dias. Ninguém daquela redondeza ousava entender esses sinais suspeitos da natureza; parecia que ela queria se manifestar de alguma forma para avisar algo muito importante aos moradores do local. 

Era noite de lua cheia, as aves cantavam no ritmo intenso do vento. Carmem resolveu sair de casa às 22:00 para meditar. Sua intenção era sentir de perto a presença do vento; era algo que ela fazia constantemente. Em suas mãos, um diário, no qual a adolescente escrevia fatos de sua vida. O ponto de escrita era em cima de um barranco que existia na serra, e o horário das produções era sempre o mesmo, depois da meia-noite. Não precisa fazer muito esforço pra perceber que Carmem não tinha hábitos normais, não é?

É importante destacar que esse hábito de escrever começou aos 13 anos. Para manter suas confissões em total sigilo, a jovenzinha escondia o diário todas as noites num buraco próximo ao barranco. Dessa forma, ninguém poderia encontrá-lo, principalmente sua mãe, Adélia Oliveira, que era bastante rigorosa e, apesar de amar muito a filha, não gostava de demonstrar afeto. 

Aos 13 anos, Carmem ainda gostava muito de brincar com suas bonecas, fato comum para a época, e até os 15 anos, as bonecas eram sua distração, além da leitura e escrita, claro. Vivendo numa família humilde, ela sofreu muito durante a infância e a adolescência. Havia dias em que Carmem e sua mãe ficavam sem se alimentar; era quando a seca atingia a região onde moravam. Sem condições financeiras, as duas dependiam dos alimentos cultivados na roçinha onde habitavam para sobreviver. Carmem se vestia com trapos, e por isto e também por ser muito magra, sofria criticas pesadas na escola. Toda essa triste realidade era descrita em seu diário.

O diário não era só um meio de desabafo, era de súplica também. A garota clamava por dias melhores, derramando lágrimas que caíam em cima de uma grande pedra que ficava pouco abaixo do barranco. Após 3 anos escrevendo, no último mês do ano, Carmem retornou ao barranco e percebeu que havia algo estranho na pedra; ela viu poucos riscos de letras, só que de forma desordenada, assim era impossível saber o que nela havia escrito. Ela ficou intrigada, mas voltou para casa sem suspeitas. No outro dia, repetindo o mesmo ritual de escrita, observou que a quantidade de riscos na pedra havia aumentado, e ainda assim, saiu de lá tranqüila, embora um pouco curiosa. Passaram-se sete dias e o número de riscos aumentou consideravelmente. Após 15 dias, as letras riscadas foram ganhando ordem, e foi a partir daí que o fato começou a assustar Carmem. A primeira frase formada na pedra foi a seguinte: “quero saber o que é felicidade, essa coisa que tantos dizem por aí, e que eu nunca tive oportunidade de sentir. Há anos que não vejo minha mãe sorrir. Há anos que não me percebo sorrindo”. Era um trecho dos versos que a adolescente escrevia em seu diário. Carmem ficou desesperada ao ver tal frase, e não conseguiu conter a agonia e o medo.


Como isso foi parar na pedra? Quem escreveu? É aí que reside o mistério. Essas eram as dúvidas da menina, que por mais que tentasse remover os textos que iam se formando na pedra a cada dia, não conseguia. Aquilo tudo estava impregnado feito tatuagem. Carmem passou a evitar as visitas a esse local, ficando cinco dias sem escrever no diário. Depois de cinco dias, a curiosidade foi maior que o medo, fazendo-a voltar ao local, o que lhe rendeu uma grande surpresa: a pedra estava completamente cheia dos seus textos, e ao redor dela havia um risco, como se indicasse que existia algo embaixo da pedra que deveria ser retirado. A garota, muito esperta, entendeu o “sinal do além” e pediu que alguns homens que trabalhavam nas plantações retirassem aquela pedra dali. Conseguindo tirar, assim que os homens foram embora, uma luz muito forte a envolveu. Abaixo da pedra havia um papel enrolado numa trouxa de pano velho em que estavam escritas as seguintes palavras: “Minha filha, quero te pedir perdão. Sei que errei muito com você e sua mãe, mas eu lhe peço que aceite meu pedido. Para compensar toda essa falta, lhe deixo todo o ouro que está escondido abaixo de uma pedra próxima ao único grande barranco que existe nessa serra. Te amo para sempre.”

Francisco Oliveira, pai de Carmem, quando esta tinha 3 anos de idade, após ter traído a esposa, morreu durante uma viagem que fez com a amante, mas antes de partir deixou esta carta nas mãos de Adélia para que fosse entregue à sua filha futuramente. Porém, Adélia, revoltada com a traição, após ler o conteúdo da carta, quis enterrar o passado junto com o ouro que Francisco havia reservado para a filha. No entanto, “forças ocultas” acabaram guiando Carmem ao local da carta e do ouro. Quando completou sete anos, soube da história da separação de seus pais, mas nunca foi informada da existência dessa carta. 

Ao ler a carta de seu pai, ficou muito emocionada, não pela notícia do ouro, mas pela atenção, mesmo que de forma escrita, que ele lhe deu antes de partir. Até então Carmem achava que seu pai foi embora sem dizer adeus, sem se importar com o que havia deixado para trás. Ela tinha um sentimento de abandono. Todavia, a carta lhe fez respirar um novo ar. Depois de retirar o ouro do local, voltou para casa como nunca havia voltado antes. Chegou em seu quarto, olhou-se no espelho e se viu sorrindo. Ali, ela conheceu a tão sonhada felicidade.

Quanto ao destino conduzir Carmem até o local da pedra é até aceitável, mas e as letras na pedra? Como isso pôde acontecer? São os poderes sobrenaturais se manifestando, e que apesar de inspirarem tantas dúvidas, nos dão possibilidades de acreditar em sua existência no mundo real. 


Autora: Bruna Leal (graduanda em Letras Vernáculas - UNEB Campus V)

terça-feira, 21 de abril de 2015

A importância da leitura

Para iniciar as atividades aqui no nosso blog, escolhemos este vídeo muito bacana no qual o Dudu destaca a importância da leitura na vida das pessoas. A explicação dele é muito dinâmica. Tenho certeza que vocês vão amar o vídeo. Confira: